quarta-feira, 22 de maio de 2024
EVANGELHO DE DOMINGO

DEUS PERMITE AS PROVAÇÕES PARA NOS FORTALECER NA FÉ

17/03/2023
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Que a paz de Cristo esteja sempre convosco!

Quaresma é tempo de renovação de nosso coração. Recordamos os valores essenciais de nossa fé e procuramos remodelar nossa vida conforme o ensinamento de Jesus. Só o amor poderá construir algo em nossa existência mortal em direção ao eterno. A liturgia deste quarto domingo da quaresma nos apresenta mais um milagre de cura de Jesus. A infinita misericórdia de Deus vai ao encontro de um cego. Ele é curado por ser totalmente aberto ao que o Senhor lhe propõe. Hoje corremos o risco de viver uma cegueira muito pior do que a física nos deixando manipular pela mídia do relativismo.

ORAÇÃO: Ó Deus, que por vosso Filho realizais de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e exultando de fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém.

EVANGELHO (Jo 09, 01-41):
Naquele tempo, Jesus viu um homem cego de nascença. Os discípulos perguntaram a Jesus: “Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou seus pais?” Jesus respondeu: “Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto serve para que as obras de Deus se manifestem nele. É necessário que nós realizemos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia. Vem à noite, em que ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo”. Dito isto, Jesus cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. E disse-lhes: “Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer: enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. Os vizinhos e os que costumavam ver o cego ‘pois ele era mendigo’ diziam: “Não é aquele que ficava pedindo esmola?” Uns diziam: “Sim, é ele!” Outros afirmavam; “Não é ele, mas alguém parecido com ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo!” Então lhe perguntaram: “Como é que se abriram os teus olhos”. Ele respondeu: “Aquele homem chamado Jesus fez lama colocou-a nos meus olhos e disse-me: ‘Vai a Siloé e lava-te’. Então fui, lavei-me e comecei a ver”. Perguntaram-lhe: “Onde está ele?” Respondeu: “Não sei”. Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. Ora, era sábado o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos ao cego. Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: “Colocou lama entre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!” Disseram então, alguns dos fariseus: “Este homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado”. Mas outros diziam: “Como pode um pecador fazer tais sinais?” E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: “E o que tu que dizes daquele que abriu os olhos?” Ele respondeu, “é um profeta”. Então os judeus não acreditaram que ele tinha sido cego e que tinha recuperado a vista. Chamaram os pais deles e perguntaram-lhes: “Este é vosso filho que dizeis ter nascido cego. Como é que ele agora está enxergando?” Os seus pais disseram: “Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego. Como agora está enxergando, isto não sabemos. E quem lhe abriu os olhos também não sabemos. Interrogai-o, ele é maior de idade, ele pode falar por si mesmo”. Os seus pais disseram isto, por que tinham medo das autoridades judaicas. De fato, os judeus já tinham combinado expulsar da comunidade quem declarasse que Jesus era o messias. Foi por isso que seus pais disseram: ‘É maior de idade. “Interrogai-o a ele’. Então, os judeus chamaram de novo o homem que tinha sido cego. Disseram-lhe: “Dá glória a Deus!” “Nós sabemos que esse homem é um pecador”. Então ele respondeu: “Se ele é pecador não sei. Só sei que eu era cego e agora vejo”. Perguntaram-lhe então: “Que é que ele te fez? Como te abriu os olhos?” Respondeu ele: “Eu já vos disse e não escutastes. Por que quereis ouvir de novo? Por acaso quereis tornar-vos discípulos dele?” Então o insultaram dizendo: “Tu, sim, és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés. Nós sabemos que Deus falou a Moisés, mas esse não sabemos de onde é”. Respondeu-lhe o homem: “Espantoso! Vós não sabeis de onde ele é? No entanto ele abriu-me os olhos! Sabemos que Deus não Escuta os pecadores, mas escuta aquele que é piedoso e que faz a sua vontade. Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se esse homem não viesse de Deus, não poderia fazer nada”. Os fariseus disseram-lhe: “Tu nascestes todo em pecado e estás nos ensinando?” E expulsaram-no da comunidade. Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: “Acreditas no filho do homem?” Respondeu ele: “Quem é, Senhor para que eu creia nele?” Jesus disse: “Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo”. Exclamou ele: “Eu creio, Senhor!” E prostrou-se diante de Jesus. Então, Jesus disse: “Eu vim a este mundo para exercer um julgamento, afim de que os que não veem, vejam, e os que veem se tornem cegos”. Alguns fariseus, que estavam com ele, ouviram isto e lhe disseram: “Por ventura também nós somos cegos?” Respondeu-lhes Jesus: “Se fosseis cegos, não teríeis culpa; Mas como dizeis: ‘Nós vemos’, o vosso pecado permanece.”
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou seus pais?” Jesus respondeu: “Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto serve que as obras de Deus se manifestem nele.

São João reflete muito sobre o tema do pecado. Nesta passagem temos uma séria discussão e algo concreto que vai se sucedendo na medida em que o cego vai se abrindo ao amor de Deus até o ponto de conhecer pessoalmente o Messias. Temos um caso semelhante ao da Samaritana. Em vez do poço temos uma doença física que assolava este cego desde o dia de seu nascimento.
O fato se complica com o surgimento dos fariseus, homens experientes na aplicação da Lei de Israel, mas infelizmente insensíveis à realidade da dinâmica do amor de Deus presente na história de cada pessoa humana. Não adianta conhecer as coisas de Deus se não sabemos experimentá-lo em nossa vida. Temos dois processos: um de aceitação da presença de Deus, no caso do cego e outro no fechamento ao mistério do amor, no caso dos fariseus. O amor transformante de Deus está a nossa disposição. Se formos humildes seremos renovados. Deus não olha as aparências, quer uma mudança desde dentro. A pior cegueira é pensar que somos tudo. Desta forma impedimos a ação do Tudo em nossa vida.
Jesus se utiliza do barro e da saliva para representar uma nova criação na vida do homem cego. De agora em diante ele irá iniciar um novo processo de reconhecimento do essencial. É interessante perceber que depois de curado o cego não consegue conhecer Jesus através de sua voz. Os cegos são peritos no reconhecimento das pessoas através da voz. Como é que então este cego não soube reconhecer Jesus depois de ter sido curado? É justamente para significar que uma nova vida surgiu para este homem. Pela sua humildade ele irá entrar em um processo de renovação espiritual.
O cego recebe a cura de Jesus que mais uma vez nos prova que Deus é misericórdia. Ele não se esvazia em nossos princípios humanos. Entre a bondade de Jesus e o cego estão outros personagens que não buscam a conversão e não entendem quem é Deus por esta razão são mais cegos que o próprio cego. A nossa sociedade está cheia de “cadáveres ambulantes”, pessoas que estão vivas só porque o coração está batendo. Elas não sentem o amor de Deus e são manipuladas pela moda imposta pelo materialismo.
As pessoas que confiam em suas próprias forças aumentam a sua incapacidade de perceberem o plano de Deus, se tornam cegas, mesmo conhecendo de uma forma intelectual a verdade. A Igreja tem fome de santos. De pessoas que experimentem em suas vidas a realidade do amor de Deus. O que adianta conhecer intelectualmente toda a teologia se não temos a mística?
O cego se torna mestre pela realidade que aconteceu em sua vida. Agora ele enxerga, agora é capaz de ver. O que não acontecia antes de ter conhecido Jesus. A doença espiritual dos fariseus é pior do que a doença física do cego. Os mestres se encheram de orgulho pensando que a lei por si mesma sustenta e salva a pessoa. Quando nos esquecemos do sentido de nossa Fé, estamos cegos e fazemos os outros serem cegos através de nosso falso testemunho.
É interessante refletir também sobre a resposta que Jesus dá sobre a doença. A dor e o sofrimento podem ser oferecidos a Deus e se tornarem meios eficazes para nossa salvação. Deus permite o mal para que possamos colher dele bons frutos. A sociedade hedonista, que busca somente o prazer, não consegue entender esta dimensão e mais ainda as falsas religiões que pregam um bem estar à pessoa neste mundo sem perceber que a dor faz parte também do plano de Deus para sermos mais perfeitos. Se o sofrimento não fosse importante Jesus não teria passado tudo que passou para nos trazer a salvação. Não existe cristianismo sem cruz. Fora desta realidade isolamos Jesus de sua missão e nos perdemos em ilusões. Só a verdade nos tornará livres. Não existem verdades. Existe a única verdade que nos é dada por Deus, que supera qualquer ciência e sabedoria humana.
Quando praticamos o bem em nossa vida, aceitando a misericórdia de Deus, começamos a florescer dentro da comunidade. A pior de todas as cegueiras que enfrentamos hoje é o individualismo que faz que a pessoa pense em ser autora de sua própria felicidade independente de Deus e dos irmãos.

Senhor Jesus, cure a cegueira de nosso viver para podermos nos voltar para vosso olhar de amor.

Rio Grande, 13 de março de 2023.

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