FATALIDADE DENTRO DE CASA
Pr. Pedro R. Artigas
Igreja Metodista
Conversando com um pastor muito amado daqui da cidade a respeito de estar preso aos maus hábitos de bebida e outras drogas lícitas ou ilícitas, fiquei pensando no que a Bíblia nos fala a respeito.
Lá no Antigo Testamento lemos no livro do profeta Isaias, capítulo 61, versículo 1: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos pobres, e enviou—me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados”. E essa mesma palavra foi lida por Jesus na sinagoga de Nazaré, como fazia todos os sábados quando lá estava. Com essa leitura Jesus fez com que todos na sinagoga tivessem seus olhos fixos n’Ele. Com essa palavra do profeta Isaías, Jesus mostrou que ali estava a essência do seu ministério, tal a importância do conteúdo que ele encerra. Vejamos: o Espírito do Senhor Javé está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos. Eu vou hoje realçar o aspecto da palavra de proclamar a liberdade aos cativos.
O que é então estar cativo? Estar cativo é estar preso à alguma coisa que pode prejudicar nossa vida de toda e qualquer maneira. Quando Jesus proclama estas palavras de Isaías ele estava falando dos problemas que aconteciam naquela época, mas estava também olhando para nós.
Hoje temos amigos e parentes que não conseguem por exemplo, livrarem-se da bebida por mais que procurem ou queiram. E não conseguem porque estão cativos, são presos ou poderíamos falar que estão escravos da bebida que por sua vez é artimanha maligna, que busca tragar vidas para seu reino. Outros estão presos ao tabaco e por mais que queiram não conseguem se libertar. Alguns até buscam através da Secretaria de Saúde fazer o curso para deixar de fumar e dentre todos os frequentadores poucos são os que realmente conseguem.
E por que não conseguem? Não por falta de vontade ou como costumamos muitas vezes dizer falta de vergonha para deixar o vício. O problema tem raízes espirituais. Quando perguntamos as pessoas que bebem, por exemplo, as respostas apesar de variarem muito, tem seu sentido numa frase, porque o álcool é gostoso de se sentir, ele é doce, ele me faz bem. Interessante que a resposta do fumante é igual, o cigarro me acalma nos momentos de tensão, ele é companheiro quando estou sozinho e em diversos outros momentos. Veja que a resposta é mesma.
São pessoas que estão cativas, apesar de afirmarem que estão livres. Isaías quando proclama que foi comissionado a primeiro restaurar corações e depois proclamar liberdade aos cativos e na sequência libertar, ele está se referindo a tirar da prisão os cativos, de seus próprios vícios e hábitos nocivos, que não se traduzem em vida, mas que levam à morte; ele e Jesus estavam proclamando que somente com mudança interior, ou seja somente com mudança de espírito, mudança de conduta, em outras palavras convertendo-se de seus maus caminhos, conforme o profeta Jeremias, capítulo 35, versículos 15, que diz: “sempre de novo eu enviei todos os meus servos, os profetas, dizendo: convertam-se agora, cada de um de vocês, do seu mau caminho, corrijam as suas ações, não sigam outros deuses para servi-los, e assim vocês ficarão na terra que eu dei a vocês e aos seus pais”. Somente assim que se conseguirá se libertar completamente. Não há outra solução, não há curso, não há palestra que liberte.
O que bebe ou que se droga com qualquer droga ele sabe que se voltar aos antigos amigos com certeza voltará a se drogar. Outros que deixaram a bebida ou fumo ou ainda outras drogas, dizem que muitas vezes o álcool, o fumo ou a droga cheira doce, cheira algo saboroso e aí voltam ao hábito. Infelizmente hoje muitos de nossos amigos e parentes estão cativos desses maus hábitos, e por mais que muitas vezes falemos somos considerados chatos por querermos a libertação deles, mas volto a frisar, sem conversão de vida e de espírito não há liberdade. Pensemos nisto nesta semana, pois a morte de diversos jovens e parentes devido a essa prisão continuam a acontecer em grande escala. Shalom.
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MUITO ALÉM DO ENSINO!
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