ENFRENTAMENTO AO COVID-19
Dez anos atrás, oito aposentados originários de Nova York (EUA) se tornaram amigos por causa da paixão pelo pôquer. Eles começaram a organizar cruzeiros e viagens juntos a cassinos da Flórida, onde passaram a morar. Além disso, no condomínio, realizavam rodadas de pôquer religiosamente de domingo a quinta-feira. Viraram uma "família", como eles dizem.
A última vez que jogaram foi no dia 12 de março, quando a Flórida tinha registrado 200 casos de coronavírus. Porém ao menos um dos oito estava infectado sem saber. E acabou contagiando todos os outros. Três da "família" já morreram.
Acredita-se que o problema tenha se agravado no grupo por causa dos laços com Nova York, de onde vinham pessoas para visitá-los regularmente e onde a Covid-19 avançava muito mais gravemente.
Harriet Molko, uma das integrantes do grupo, contou ao "South Florida Sun Sentinel" que na noite de 12 de março, um dos jogadores estava tossindo e espirrando, mas ninguém deu muita atenção àquilo. Estavam tranquilos, afinal a orientação era de que reuniões com mais de 50 pessoas fossem evitadas.
A primeira a morrer, em 28 de março, foi Marcy Friedman, de 94 anos, que era a organizadora do pôquer. Segundo o filho, o coronavírus piorou rapidamente um quadro antigo de problemas cardíaco e pulmonar. Ela não deu ouvidos ao filho, Andrew Friedman, que a pedira para parar com as partidas de pôquer.
As vítimas seguintes no grupo foram o casal Beverly Glass, de 84 anos, e Fred Sands, de 86, que estavam juntos havia 20 anos, após os seus companheiros morrerem de câncer nos anos 1990. Os dois foram internados juntos. Fred morreu no dia 27 de março, aos olhos da amada. Beverly faleceu quatro dias depois.
Harriet passou nove dias internada. O marido, Ronald, também com Covid-19, não precisou de internação. Os outros membros da "família" também conseguiram se recuperar. (Page Not Found).
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