quinta, 22 de fevereiro de 2024
CRÔNICA

Festa do pecado

11/02/2024
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Pr. Pedro R. Artigas
Igreja Metodista


Neta semana começa o período da festa do Carnaval. Festa greco-romana dedicada ao deus Baco, e que em sua origem se chamava carnevale, ou seja, festa da carne. O registro mais antigo dessa festa data de 560 a.C na Grécia com o nome de festa a Dionisio, deus grego, deus da colheita das uvas, da fabricação do vinho, dos excessos, da loucura e do teatro, ocorria entre março e abril, celebrando a chegada da primavera. No início, os festejos eram uma espécie de transgressão teatral da sociedade da época. O pobre se vestia de rico, os homens se vestiam de mulheres, as prostitutas fingiam ser donzelas. A festa se estendia por três dias com consumo de vinho em grandes quantidades, naquela época não existiam bebidas destiladas. As relações sexuais abertas eram consideradas normais. Essa é a história dessa festa muito comemorada em nosso país.

Hoje esta festa é além da bebida farta, regada a drogas as mais mortais possíveis. E junto com o álcool torna-se quase impossível não perder a vida. A Bíblia em sua sabedoria nos diz no livro de Primeiro Coríntios capítulo 6, versículo 12: “Alguém vai dizer: “Eu posso fazer tudo o que quero.” Pode, sim, mas nem tudo é bom para você. Eu poderia dizer: “Posso fazer qualquer coisa.” Mas não vou deixar que nada me escravize”. O apóstolo Paulo falando aos gregos fala como se estivesse vivendo nos dias atuais. Mostra uma realidade que parece difícil de acreditar, mas infelizmente o jovem acredita que nada poderá escravizá-lo neste mundo, ele esquece que sua principiante vida está somente começando, e que tudo que é errado o atrai e o escraviza. 

Em outro texto da mesma carta de Primeiro Coríntios capítulo 10, versículo 23 o apóstolo repete: “Alguém vai dizer: “Eu posso fazer tudo o que quero.” Pode, sim, mas nem tudo é bom para você. Eu poderia dizer: “Posso fazer qualquer coisa.” Mas não vou deixar que nada me escravize”. Veja a importância do tema, nosso corpo se deixa dominar muito facilmente, e nosso desejos são muito fortes. Hoje, como tempos passados, esta festa é demoníaca no sentido de perverter as pessoas, e permitir excessos que irão no futuro próximo ou distante ter graves consequências. Em muitas cidades as maternidades se preparam para os filhos do carnaval, que nascem entre o final de outubro e meados de novembro. E os hospitais também se previnem quanto ao índice de doenças sexualmente transmissíveis que ocorrem nesta época. Como também os necrotérios se enchem de vítimas das bebidas e das drogas, sem contar com os inúmeros acidentes que acontecem nas estradas e tornam vidas preciosas em pessoas com graves sequelas e muitas ficam impossibilitadas de voltar ao trabalho, vivendo sobre uma cama pelo resto de suas vidas. Pode parecer que estou sendo catastrófico, mas infelizmente é a realidade que nos cerca.

Saber que tenho o direito de recusar e não ser igual a todo mundo que faz porque todos fazem, me faz sentir mais firme nas decisões. Quando sei que tenho direito a vida, e que posso vivê-la ocom intensidade sob a Palavra de Deus, torna-se muito mais brilhante viver. 

Hoje as igrejas têm seus encontros de jovens que duram o tempo do carnaval, seja você católico ou evangélico, procure sua igreja, faça sua inscrição e aproveite os feriados para viver com intensidade, pois novas amizades irão surgir, um novo encontro com Deus terá lugar, e você voltará muito mais disposta, sabendo que sua vida tem futuro, tem importância. Pense nisso e aproveite a “festa” para ter uma verdadeira festa espiritual. Shalom.