segunda, 23 de maio de 2022
CRÔNICA

O casamento de Caná da Galileia

15/01/2022
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Estudo rádio Goioerê 11/01/22
Pr. Pedro R. Artigas

Hoje vamos estudar o primeiro milagre de Jesus, na cidade de Caná da Galileia, que está no Evangelho de João capítulo2, versículos 1-11. Nesta festa Jesus já tinha alguns chamados para discípulos. Já eram 4 homens. André, Pedro, Felipe e Natanael.
As festas de casamento duravam muitos dias, e num desses dias acabou o vinho, e Maria também estava lá no casamento, e virando-se para Jesus, lhe disse “eles não têm mais vinho”. Este texto pode ser relatado de duas maneira, a primeira quando Maria diz : “supra-os com um milagre”, ou uma segunda maneira: “vamos embora, para incentivar os outros a irem também, antes que a falta de vinho ficasse evidente”. Jesus responde de maneira adulta, mas sem ofender sua mãe: “mulher por que estás me dizendo isso? Ainda não é chegada a minha hora”, Jesus usa aqui a mesma expressão de João capítulo 19.26.
Sua resposta é uma leve admoestação à Maria, , pois sua resposta ainda não é chegada a minha hora, está se referindo ao tempo de operar milagres, ou ainda o tempo de sua partida. E aqui podemos aprender o seguinte: se sua mãe foi admoestada pela tentativa de lhe dar ordens nos dias de sua carne., quanto mais, absurdo é invocá-lo como se ele tivesse a obrigação de nos atender na hora que queremos ou desejamos. Seria como se quiséssemos dar ordens ao Senhor de todo Poder, ou em outras palavras, dar ordens ao trono da Glória?
Infelizmente hoje muitos ensinam que devemos determinar ao Senhor o que precisamos. Quando não pode ser essa realidade. Ele é o Senhor e nós sua criação. Como também é igualmente indecente prescrevermos à sua suprema sabedoria o tempo ou modo em que deve se revelar a nós nas necessidades que enfrentamos!
Mas Maria mesmo assim, fala aos serventes que façam tudo o que ele mandar fazer, pois tinha certeza de que Jesus faria algo extraordinário. Por isso Maria vai aos serventes, e diz que deveriam fazer tudo o que dissesse. E Jesus providencia um vinho novo, um “vinho bom”, isto quer dizer, Jesus oferece o Seu próprio sangue para que a festa do casamento se concretize nos domínios espirituais.
Há um casamento espiritual, na cidade da “aquisição”, da “compra” com o sangue do Cordeiro de Deus. A festa vai continuar eternamente pois esse é o vinho que não acaba, é o vinho eterno!
Por que me refiro a cidade como aquisição e da compra? Porque O nome da cidade em Hebraico – Caná , que é o verbo “comprar”, “adquirir”.
O vinho simbolicamente representa o sangue, conforme acontece na Santa Ceia; o casamento é uma alegoria que representa o casamento entre Jesus e a Sua noiva, a Igreja. Mas temos outros fatores interessantes também, onde o vinho foi transformado, no versículo 6, diz: “estavam ali seis potes de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e em cada um cabiam cerca de 100 litros. Jesus lhes disse: encham de água esses potes.”
A água é símbolo. Jesus, com Seu grande poder, poderia ter feito o vinho surgir do nada, nas jarras e nos vasos daquela casa. Mas Ele escolheu usar a água como elemento de transformação para ilustrar que para compreender as coisas de Deus, é necessário nascer da água e do espírito. Eu creio que Jesus não necessitaria usar as talhas para transformar água em vinho, e nem precisaria de água também, pois ele poderia transformar o0u fazer aparecer vinho em qualquer lugar ou vasilha.
Estas talhas eram as águas que os judeus usavam para se lavarem com frequência, daí serem chamadas de talhas de purificação. É uma alegoria para o batismo nas águas, um cerimonial que representa a morte para o mundo, e um renascimento para Deus. A água para lavagem e o sangue (o vinho) é para a purificação dos pecados.
Vejamos a importância desse casamento para compreensão da obra de Jesus entre nós: na 1ª Carta de João capítulo 5, versículo 6, está escrito: “este é aquele que veio por meio da água e sangue, Jesus Cristo. Ele não veio somente com a água, mas com a água e com o sangue. E o Espírito é a verdade”. Aqui João mostra o fundamento irremovível daquela fé, a saber, que Jesus é o Filho de Deus, não apenas pelo testemunho humano, mas sobretudo pelo firme e indubitável testemunho de Deus. Que veio – Jesus é aquele cuja vinda foi anunciada na promessa, e que, de fato, veio conforme a promessa. Deste fato testificam o Espírito, a água e o sangue.
A água é símbolo. Jesus, com Seu grande poder, poderia ter feito o vinho surgir do nada, nas jarras e nos vasos daquela casa.
Mas Ele escolheu usar a água como elemento de transformação para ilustrar que para compreender as coisas de Deus, é necessário nascer da água e do espírito.
É uma alegoria para o batismo nas águas, um cerimonial que representa a morte para o mundo, e um renascimento para Deus. um outro fator é que a jarra por ser de águas sujas representa nossa vida, pois o pecado nos torna imundos na presença do senhor, mas ao sermos tocados pela Graça de Jesus somos totalmente transformados. Nossa vida passa a ter valor, assim como o vinho que ao ser entregue ao mestre do casamento, suscita dele a expressão que é costume servir primeiro o vinho bom, e quando já beberam muito, ervem o vinho inferior, você, porém, guardou o melhor vinho até agora! Versículo 10.
Nossa transformação de águas sujas para vinho bom tem que aparecer em nossas relações e todos os momentos da vida. Não é para como roupa que usamos para ir à Igreja, que a colocamos para nossa demonstração. Ser transformado é ser ressuscitado por Jesus para uma nova vida.
Neste começo do novo ano, entreguemos nosso coração pronta e totalmente a Jesus, e sejamos transformados de maneira tão grandiosa que todos a nossa volta, como o mestre do casamento, reconheça que somos vinho da melhor qualidade.
Deixe Jesus manifestar sua glória em sua vida, brilhe como brilhou Moisés quando desceu do monte com as tabuas da lei. Amém.