BR-272 – CAMPO MOURÃO
Pr. Pedro R. Artigas
Igreja Metodista
Neste próximo domingo comemoramos a primeira semana da ressurreição de Cristo. Após os acontecimentos do primeiro dia, Jesus como que se distancia de seus apóstolos durante a semana, vindo novamente aparecer no domingo na casa onde estavam reunidos. Se na primeira visita Tomé também chamado Dídimo não estava presente, agora ele ali está, e o evangelista João assim fala a esse respeito: “Oito dias depois estavam outra vez ali reunidos seus discípulos e Tomé com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se em pé no meio deles e disse: Paz seja convosco. Em seguida disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo e olha as minhas mãos; chega também a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente”.
Quando olhamos para esse, agora apóstolo, antes da morte e ressurreição de Jesus era discípulo, podemos dizer que se portou como incrédulo, e como desconhecedor das palavras ensinadas por Jesus durante seus três anos de ministério. Um outro texto nos dará uma visão um pouco mais ampliada desse apóstolo, e está no Evangelho de João capítulo 11, versículo 16: “Então Tomé, chamado Dídimo, disse aos outros discípulos: "Vamos também para morrermos com ele".’ Sua palavra aqui em João não demonstra desconhecimento do que poderia acontecer, mas demonstra uma pessoa com tendência depressiva, sempre augurando o mal, o problema. Creio que se considerarmos nosso círculo de amizades poderemos conhecer e identificar alguns no grupo que assim se portam.
Então o fato de após a ressurreição ele duvidar faz parte desse comportamento. Quando estudamos os apóstolos cada um tinha uma característica que lhe era particular e influenciava no grupo, Pedro era intempestivo, muitas vezes autoritário, mas de grande e fervorosa amizade, João era meigo, amoroso, dedicado, Tiago era aquele que estava sempre pronto para todas as coisas.
Dessa maneira hoje procuro ver em Tomé não o descrente, mas alguém que por ser depressivo, necessitava de um apoio maior e ao ser escolhido como um dos apóstolos pôde além de aprender, também ser cuidado por Jesus, por isso que alguns manuscritos afirmam que após ter visto e caminhado com Jesus após a ressurreição, se torna outra pessoa, mais confiante e destemido, indo até a Índia para evangelizar e ali sendo martirizado. Segundo também diversos escritos da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa, mostra em sua tradição que fortíssimos indícios indianos dos católicos nativos de Malabar, apoiam a existência deste apóstolo, sua missão evangelizadora e seu martírio, tendo sido considerado o primeiro dos Cristãos Orientais.
Assim como os dois discípulos no caminho de Emaús tiveram também suas vidas transformadas, Pedro também teve sua vida poderosamente transformada, a ressurreição de Jesus mostrou àqueles homens as maravilhas do porvir. E hoje nós podemos como todos eles, discípulos e apóstolos, ter nossa vida poderosamente impactada pela Palavra de Jesus. Por isso convido a você leitor, que se deixe transformar pelo amor e pela graça do Senhor Jesus. e não frequente a Igreja como um local social, mas como um local de grande aprendizado e transformação no Amor de Deus. Que ao se achegar à mesa da Eucaristia, ou receber o pão e o vinho em seu lugar não os pegue simplesmente para cumprir um ato religioso, mas busque a grande e majestosa Graça do Pai, através do Filho que nos resgatou da morte para a vida. E como Pedro, João, Tiago, Tomé e todos os outros sejam impactados por esse amor. Shalom.
BR-272 – CAMPO MOURÃO
ACIDENTE FATAL
MORTE CRUEL
ARMADOS COM FACA