sábado, 7 de novembro de 2026
DUAS VEZES VÍTIMAS

Vítima de estupro se recusa a retirar queixa contra ex-cunhado e é assassinada

07/11/2026
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro, através de uma investigação detalhada, chegou à conclusão do feminicídio Emanuelly Caroline Gomes de Oliveira, de 19 anos, em Armação de Búzios, região dos lagos do Rio de Janeiro.

O inquérito da 127ª DP identificou o suposto mandante e o executor do assassinato e destaca que o crime foi motivado por uma audiência judicial marcada para novembro.

Os policiais civis conseguiram identificar os envolvidos na execução do crime, apontando o ex-cunhado dela, Rodrigo dos Santos de Araújo, conhecido como “Digão”, empresário conhecido em Armação dos Búzios, proprietário de estabelecimentos comerciais do ramo de mercados e depósitos, como o suposto mandante do crime, e Klerky Almeida Antunes como o executor.

A Polícia Civil aponta que o assassinato teria sido planejado e estaria relacionado a uma denúncia de estupro registrada pela vítima contra Rodrigo em 2020. Conforme a linha investigativa, o objetivo seria impedir que Emanoelly comparecesse a uma audiência judicial relacionada ao processo, prevista para o próximo dia 11 de novembro.

A dinâmica do crime revelou circunstâncias de extrema violência. A jovem foi encontrada morta com as mãos amarradas para trás e apresentando um profundo ferimento por faca na região do pescoço. Os elementos reunidos durante a investigação apontaram para uma execução planejada, com participação de mais de um envolvido.

Os investigadores chegaram aos envolvidos por meio de um trabalho de investigação que começou com a análise de imagens de câmeras de segurança e avançou para a identificação dos veículos utilizados na ação criminosa, o levantamento das características físicas dos criminosos e a identificação dos meios de transporte utilizados, inclusive motocicletas e o veículo empregado na dinâmica do crime.

A polícia também diz que foram levantadas informações de que o criminoso oferecia valores em dinheiro à família da vítima, buscando que a denúncia fosse retirada.

A conclusão chamou atenção até mesmo da polícia, sobre um caso de violência contra a mulher que buscava justiça sobre violência sofrida seis anos antes. (Jornal do Povo Marília).