quarta-feira, 21 de outubro de 2026
VEJA TUDO QUE POLÍCIA APUROU

Primas que desapareceram na região foram mortas dentro de camioneta ao sair de boate, conclui polícia

20/10/2026
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A investigação sobre os assassinatos de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, primas de 18 anos, foi concluída pela Polícia Civil (PC-PR), na segunda-feira (19). Os corpos das duas foram encontrados após elas ficarem quatro meses desaparecidas. Conforme a conclusão da polícia, elas foram mortas a tiros por Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos.

A apuração mostrou que as duas desapareceram entre 20 e 21 de abril, quando saíram com o homem de Cianorte e foram até uma boate de Paranavaí. As duas cidades estão no Noroeste do Paraná e ficam a 93 quilômetros de distância.

O grupo foi filmado chegando ao destino e circulando entre as pessoas. Depois, foram embora usando uma saída lateral da festa, de acordo com o depoimento de um segurança que colaborou com a reconstrução da dinâmica dos fatos.

Desta forma, o dia 21 de abril é a data em que a polícia acredita que as primas foram assassinadas por Clayton ao entrarem na caminhonete dele novamente. Stella foi morta primeiro, com disparos na cabeça e no tórax. Com isso, Letycia se assustou, tentou fugir e foi baleada no crânio.

A motivação para o crime foi uma discussão que, conforme a polícia, iniciou possivelmente ainda dentro da casa noturna. O delegado Luís Fernando Alves acredita que foi um desentendimento financeiro.

Os corpos das vítimas foram enterrados em uma região de mata de Paraíso do Norte com a ajuda de um segundo suspeito de participação — identificado pela polícia apenas como "Magrão".

O delegado também informou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que Clayton confessou ter matado as duas jovens tanto para esse comparsa quanto para a ex-esposa. Contudo, tratam-se de confissões extrajudiciais.

Clayton foi morto em uma abordagem policial, em Mandaguari, em 21 de agosto. Neste dia, as ossadas das primas foram encontradas porque o comparsa também foi preso, em Umuarama, e mostrou o local.

Magrão continua preso e foi indiciado por ocultação de cadáver. A caminhonete usada no crime nunca foi encontrada. A polícia acredita que ela foi deixada no Paraguai. (G1 Paraná).