domingo, 27 de setembro de 2026
INFELIZ COINCIDÊNCIA

Mãe e filha morrem de câncer com 10 horas de diferença no interior de SP

25/09/2026
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Mãe e filha morreram vítimas de câncer com uma diferença de aproximadamente 10 horas em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, entre a tarde de quinta-feira (24) e a madrugada de sexta-feira (25). Maria Elisabete, de 56 anos, e Cibele Marchis, de 28, enfrentavam tipos distintos da doença e estavam internadas em hospitais separados. De acordo com os familiares, nenhuma delas chegou a saber do falecimento da outra.

Cibele foi a primeira a falecer, por volta das 16h de quinta-feira. Nesse momento, sua mãe já se encontrava sedada no outro hospital. A tragédia se acentuou durante a madrugada, às 1h58 de sexta-feira, quando os parentes, que estavam no velório da jovem, receberam a notícia do óbito de Maria Elisabete. Após os trâmites, as duas foram veladas juntas e sepultadas no Cemitério Municipal Santo Antônio.

Muito conhecidas na cidade, Maria Elisabete, carinhosamente chamada de Bia, trabalhava como podóloga em um salão tradicional, enquanto a filha, Cibele, atuava como empresária de marketing digital e acumulava milhares de seguidores nas redes sociais. O diagnóstico da jovem foi o primeiro a abalar a família, no fim de 2023. Ela tratava um câncer raro na glândula suprarrenal, tendo passado por cirurgias e quimioterapia. Segundo amigas, a jovem manteve uma postura forte, recusando-se a deixar que a doença definisse sua rotina.

O drama familiar ganhou um novo capítulo quando Maria Elisabete buscou atendimento médico acreditando estar com pedras na vesícula. Os exames, no entanto, revelaram um câncer agressivo no pâncreas, uma doença frequentemente silenciosa em seus estágios iniciais, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O quadro evoluiu com rapidez, exigindo a internação de Maria Elisabete na semana anterior ao seu falecimento. Poucos dias depois, Cibele também precisou retornar ao hospital devido a uma piora severa em seu estado de saúde.

O desfecho deixou a família profundamente abalada, especialmente o viúvo de Maria Elisabete, que em poucas horas perdeu a esposa e a filha única. O sobrinho de Maria Elisabete, Rowilson Leandro da Costa, relatou o momento dramático em que precisou interromper o luto no velório da prima para avisar o tio de que a mulher dele também havia falecido. Segundo Rowilson, mãe e filha chegaram a comentar que nenhuma desejava ver a partida da outra, um desejo tristemente concretizado pelas circunstâncias. (ND Mais/TN Online).