domingo, 27 de setembro de 2026
HOMEM ESTÁ PRESO POR OUTRO HOMICÍDIO

Ossada de mulher desaparecida há oito anos no Paraná é encontrada após ex-companheiro apontar local

25/09/2026
  • A+ Aumentar Fonte
  • A- Diminuir Fonte

 

A Polícia Civil do Paraná localizou, nesta sexta-feira (25), uma ossada na área rural de Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba, que possivelmente pertence a Fernanda da Costa Gouveia, considerada desaparecida desde março de 2018.

A descoberta foi resultado de uma grande reviravolta nas investigações, que passaram a tratar o caso como feminicídio. De acordo com as autoridades, novos depoimentos de testemunhas revelaram que a mulher foi assassinada pelo ex-companheiro na frente dos próprios filhos.

Com os novos elementos apontando para o assassinato, a polícia solicitou e cumpriu um mandado de prisão temporária contra o principal suspeito. O homem, que não teve a identidade divulgada, já se encontrava detido no complexo penitenciário de Piraquara pelo cometimento de outro homicídio, registrado no litoral do estado em 2010.

Ao ser interrogado recentemente, o indivíduo não confessou formalmente a autoria do feminicídio, mas indicou com precisão aos investigadores o local onde havia enterrado o corpo, situado nas proximidades da residência onde o casal vivia em Cerro Azul.

Na época em que o caso foi registrado, há oito anos, a versão contada à polícia era de que Fernanda havia viajado para Curitiba e simplesmente não retornado, criando uma falsa narrativa de desaparecimento voluntário. O delegado Gabriel Girardi, responsável pelo inquérito, destacou a frieza e o histórico violento do ex-companheiro. Como exemplo, a autoridade policial citou que o homicídio anterior cometido pelo suspeito no litoral foi marcado por extrema brutalidade, ocasião em que a vítima foi morta com cerca de 40 facadas nas costas.

Após a escavação e a recuperação na cova indicada, os restos mortais foram recolhidos e encaminhados para a Polícia Científica. A ossada será submetida a exames periciais e testes de DNA para a confirmação oficial e incontestável da identidade da vítima. Assim que os procedimentos legais forem concluídos e o laudo emitido, o corpo será liberado aos familiares para a realização das cerimônias fúnebres, encerrando uma espera por respostas que durou quase uma década. (TN Online).