FAMÍLIA VÊ RELAÇÃO. TINHA FEITO B.O.
Marcos Benedito da Silva estava prestes a enfrentar o Tribunal do Júri por um homicídio cometido seis anos atrás. Mas, antes mesmo de entrar para ser julgado, ele acabou morto — e o principal suspeito é justamente o filho do homem que ele era acusado de matar.
O crime aconteceu na manhã desta quinta-feira, 17 de setembro, em Santo Antônio de Leverger, no Mato Grosso.
O julgamento de Marcos estava marcado para as 9h. Como o fórum da cidade não possui estrutura adequada para receber o Tribunal do Júri, a sessão seria realizada no plenário da Câmara Municipal.
Marcos chegou ao local e ficou do lado de fora, próximo de familiares e testemunhas que participariam de sua defesa. Enquanto acusação e defesa se preparavam para o julgamento lá dentro, um carro se aproximou.
Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que um homem desceu do veículo, caminhou na direção de Marcos e efetuou vários disparos.
Os tiros chegaram a ser ouvidos por quem estava dentro da Câmara. Policiais saíram para verificar o que havia acontecido e encontraram justamente o réu que seria julgado caído do lado de fora. Marcos morreu no local. O júri nem chegou a ser formalmente iniciado.
E foi durante a investigação desse novo crime que surgiu uma ligação direta com o julgamento que aconteceria naquela manhã.
O principal suspeito identificado pela polícia é Hitalo Rocha Brage, de 37 anos. Ele é filho de Luiz Carlos Brage, homem que Marcos era acusado de ter matado em 2020.
A história que terminou nos disparos desta quinta-feira havia começado seis anos antes, em 15 de maio de 2020, na comunidade de Porto São João, em Barão de Melgaço.
Marcos e Luiz Carlos eram vizinhos e tinham desavenças envolvendo gado. Naquele dia, Luiz Carlos teria percebido que uma vaca estava ferida e procurou Marcos para reclamar de animais que entravam em sua propriedade.
OS DOIS DISCUTIRAM - De acordo com a acusação, durante a confusão Marcos pegou uma faca e atacou Luiz Carlos várias vezes. Mesmo ferido, Luiz Carlos teria tentado fugir, mas foi perseguido e novamente atingido, inclusive pelas costas. Luiz Carlos chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Marcos admitiu ter dado as facadas, porém alegava que os golpes aconteceram durante uma luta corporal.
O caso seguiu para a Justiça e, em novembro de 2025, foi determinado que Marcos enfrentaria o Tribunal do Júri. Ele ainda não havia sido condenado pela morte de Luiz Carlos. Seria justamente nesta quinta-feira que os jurados analisariam a acusação.
MAS O JULGAMENTO NUNCA ACONTECEU - Seis anos depois da m0rt3 de Luiz Carlos, Marcos foi 4ss@ssinad4 na porta do local onde seria julgado pelo crime. E agora o filho da vítima daquele processo é apontado como principal suspeito do crime.
A polícia também apura a possível participação de outros dois homens. O veículo usado na fuga foi localizado abandonado em uma estrada na região, enquanto as buscas pelos envolvidos continuam. (Polliana M).
FAMÍLIA VÊ RELAÇÃO. TINHA FEITO B.O.
NOME DE FACÇÃO FOI PICHADO
NOITE DE ONTEM
MORTE GEROU COMOÇÃO