AGOSTO LILÁS
Foi sepultado no sábado (12) o corpo de um homem de 46 anos foi encontrado enterrado em uma cova no bairro Shopping Park, em Uberlândia. A investigação aponta que ele foi executado após ser acusado de estupro por uma jovem de 21 anos. Ninguém foi preso.
De acordo com o delegado Carlos Fernandes, o momento do julgamento foi transmitido para a jovem que havia denunciado o suposto abuso.
“Esse julgamento foi transmitido para a própria vítima, que confirmou pra gente. E ali, eles executaram ele, usando uma corda no pescoço. Após a execução, eles se encarregaram de tirar ele desse bairro e levar para uma área de mata do bairro Shopping Park”, contou o delegado.
Segundo o delegado, até então não havia nenhum registro policial referente ao abuso sexual contra a jovem ou de desaparecimento do homem morto no domingo.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou quando os policiais souberam de um vídeo que mostrava a execução de um homem e que estava circulando entre moradores do bairro Shopping Park.
Os policiais foram até o bairro e, após apurações, chegaram até a jovem. Ela contou que com outras pessoas, entre elas o homem de depois executado, foram a uma festa e ingeriram bebida alcoólica.
Ainda de acordo com o relato, mais tarde, ela e o homem foram dormir em barracos diferentes, mas que ficavam no mesmo terreno. Foi nesse momento que teria ocorrido o suposto abuso.
“Na hora de dormir, quando ela deitou na cama, esse suspeito foi até a cama e abusou dela. O irmão dela, menor de idade, teria visto aquela cena e comunicado a pessoas envolvidas com o crime no bairro Shopping Park e eles formaram o chamado ‘Tribunal do Crime’”, detalhou o delegado.
A investigação aponta que o homem foi raptado por criminosos e levado para outro bairro, onde teria ocorrido o ‘julgamento’ no ‘Tribunal do Crime’ e a execução.
Com o apoio do Corpo de Bombeiros nas buscas e escavações, o corpo foi encontrado na madrugada da quinta-feira (10).
A Polícia Civil informou que o homem era natural da Bahia e morava em Uberlândia havia pelo menos seis anos. Sem familiares na cidade, os parentes foram informados da morte pela corporação. (Jornal do Povo Marília).
AGOSTO LILÁS
ACONTECENDO AGORA
BRIGA BANAL
NOTA DE FALECIMENTO