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O Ministério Público do Ceará denunciou Francisco Dionatas Mota de Sousa, de 18 anos, conhecido como "Diones", pelo crime de homicídio triplamente qualificado, feminicídio, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, Ana Rerica de Messias, de 19 anos.
A moça foi brutalmente atacada com diversas facadas. O crime ocorreu na cidade de Morrinhos, na zona norte do Ceará. Ana trabalhava em escola, dava reforço escolar e estudava Pedagogia.
Conforme a acusação do MP, o réu premeditou e executou o crime motivado pelo temor de que sua atual noiva descobrisse que ele vinha se encontrando às escondidas com a ex-namorada, Ana Rerica.
A denúncia oferecida pelo MP foi recebida pelo juiz substituto José Rodrigues de Lima Neto, da 1ª Vara da Comarca de Marco, após a confirmação de indícios suficientes de autoria e da materialidade do crime.
Após a Justiça acatar a denúncia, a defesa do acusado, sob a representação da advogada Francisca Mikaelly Barros Sousa, protocolou uma petição solicitando a atribuição de sigilo absoluto aos autos.
O argumento principal foi de que documentos sensíveis da investigação, incluindo detalhes do laudo cadavérico, fotografias e vídeos do local do crime estavam sendo indevidamente vazados e explorados por páginas de notícias e redes sociais locais.
A promotoria manifestou-se favoravelmente ao pedido de segredo de justiça, ressaltando que o crime envolvia a intimidade familiar e que a medida resguardaria a dignidade e a honra da jovem assassinada e de seus parentes.
Entretanto, nesta semana, o juiz José Rodrigues de Lima Neto indeferiu o pedido da defesa de colocar todo o processo sob segredo. O magistrado justificou que o princípio constitucional da publicidade dos atos processuais deve ser mantido, não havendo requisitos excepcionais para o sigilo total da ação.
Em contrapartida, para evitar a revitimização e proteger a honra da jovem, o juiz determinou em caráter definitivo o resguardo e o sigilo exclusivo sobre o nome da vítima nos sistemas de consulta pública.
O CRIME - O crime ocorreu na noite de 29 de maio de 2026, por volta das 21h, em uma estrada vicinal escura e deserta localizada atrás de um posto de combustíveis na localidade de Bom Princípio, na zona rural de Morrinhos. Os dois foram para o local na motocicleta de Ana.
Francisco Dionatas e a vítima haviam namorado no passado e estavam separados há cerca de quatro anos. Contudo, dias antes do ocorrido, Dionatas procurou a vítima simulando um desejo de reaproximação amorosa, mentindo que estava solteiro e havia terminado seu relacionamento atual.
Ana Rerica aceitou encontrar-se com o ex-namorado em uma região erma. No local combinado, Dionatas a atacou brutalmente utilizando uma faca de cozinha.
De acordo com os exames periciais realizados pela Perícia Forense, a vítima tentou se defender dos primeiros ataques, o que resultou em uma lesão de defesa no antebraço esquerdo.
Ela ainda conseguiu desembarcar de sua motocicleta e correr a pé pela estrada de terra para tentar fugir. No entanto, foi alcançada pelo agressor e golpeada diversas vezes na região do pescoço, face e dorso.
A faca utilizada no crime e o aparelho celular da vítima foram posteriormente localizados por familiares escondidos em um matagal próximo à cena do crime.
Francisco Dionatas foi preso quase um mês da morte da jovem e atualmente encontra-se preso na Unidade Prisional de Sobral (UP-Sobral), onde aguarda as próximas fases do julgamento pelo Tribunal do Júri.
Além do mandado de prisão, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, sendo um deles na casa do investigado. (Jornal do Povo Marília).
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