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A Polícia Civil apurou que a adolescente Cláudia Geovana Dourado de Oliveira, de apenas 14 anos, encontrada morta e enterrada em uma cova rasa às margens da BR-163, em Sorriso, no interior de Mato Grosso, após desaparecer em Lucas do Rio Verde, deve ter sido "punida" porque trocou de facção criminosa.
Segundo a investigação, a jovem teria deixado o Comando Vermelho (CV) e passado a se relacionar com um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), o que teria motivado sua execução por integrantes da facção rival. O corpo foi localizado na quarta-feira (12).
O caso começou a ser investigado depois que a adolescente desapareceu. Ela foi retirada por um homem armado (outras pessoas ficaram aguardando fora do hotel) do quarto de um hotel em Lucas do Rio Verde. A vítima foi encontrada morta com marcas de agressões, enterrada em uma cova rasa e uma corda ao redor do pescoço.
Imagens de câmeras de segurança ajudaram os policiais a reconstruir os últimos momentos da jovem e a identificar um veículo que teria sido utilizado para transportá-la.
De acordo com a polícia, Cláudia Geovana teria sido alvo de uma decisão atribuída ao chamado “Tribunal do Crime”. A principal linha investigada aponta que o motivo estaria relacionado ao relacionamento dela com um homem apontado como integrante do PCC.
A investigação indica ainda que a adolescente teria feito sinais associados ao PCC em fotografias publicadas nas redes sociais. Para os investigadores, esses elementos reforçariam a hipótese de que a mudança de vínculo entre as facções tenha provocado a retaliação. (Jornal do Povo Marília).
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