REGULARIZAÇÃO FISCAL
Um pedido de socorro enviado por e-mail a uma ouvidoria municipal permitiu que a Polícia Militar do Paraná (PMPR) resgatasse, nesta sexta-feira (07), uma mulher de 27 anos que era mantida em cárcere privado pelo companheiro há mais de um ano em Colombo (PR), na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O marido, de 34 anos, foi preso em flagrante.
O e-mail chegou à Ouvidoria da Mulher de Colombo, serviço criado há cerca de um mês pela Secretaria Municipal da Mulher, Família e Direitos Humanos. No relato, a vítima descreveu um histórico de violência que incluía agressões físicas, quebra de celulares, impedimento de sair de casa e monitoramento de todas as suas comunicações. A identidade dela não foi divulgada para preservar sua segurança.
A mensagem foi encaminhada a uma psicóloga do programa Rede Delas, que manteve contato com a mulher. Ao perceber que ela não conseguia deixar a residência sozinha, a equipe acionou a Patrulha Maria da Penha da PM.
"Ela não tinha medida protetiva nem boletim de ocorrência. Dessa forma, a gente decidiu ir até lá, porque vimos que ela estava precisando muito de ajuda", detalhou a secretária da Mulher, Família e Direitos Humanos de Colombo, Gecielle de Souza Schena.
Homem mantinha controle total sobre a vítima por meio da violência e monitoramento
Segundo a PM, a mulher relatou que sofria violência doméstica há um ano e três meses. O companheiro a impedia de sair de casa, controlava suas roupas e monitorava suas ligações e redes sociais. No imóvel, os policiais encontraram três câmeras de segurança: uma na entrada, outra no corredor e uma terceira apontada para os fundos.
Em seu depoimento por escrito, a vítima detalhou episódios de violência, lemnbrando que chegou a apanhar com sua filha recém-nascida no colo.
"Ele já me agrediu com minha bebê prematura de dois meses no colo, me chutou nas costas enquanto eu dava leite para ela, me enforcou com ela no colo e na frente da filha dele de 10 anos. Já me puxou pelos cabelos enquanto eu trocava fralda. Também me ameaçou enquanto eu estava grávida. Me ajudem a voltar pra casa em segurança? Meu WhatsApp e redes sociais são vigiados, por isso não posso usar", apelou a jovem.
REGULARIZAÇÃO FISCAL
MUNDO MEDONHO
ESTAVA FUGINDO DE ALGO
MUNDO MEDONHO