sexta-feira, 7 de agosto de 2026
MORTE NA AULA

Após suspeitar de traição, homem invade aula de jiu-jitso e mata cabo da PM na frente das crianças

06/08/2026
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O cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi morto na noite de terça-feira (4) enquanto ministrava uma aula de jiu-jítsu para crianças em um projeto social realizado no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), no bairro Cristo Rei, em Cuiabá.


Segundo a Polícia Civil, o policial dava aula no projeto desenvolvido pelo 25º Batalhão da PM quando Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, invadiu o local armado com um revolver calibre .38.


De acordo com as investigações, o suspeito efetuou seis disparos contra Renato. A arma utilizada no crime foi apreendida, assim como as cápsulas deflagradas. Até o momento, a perícia ainda não confirmou quantos t1r0s atingiram a vítima.


O cabo chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. No momento do ataque, diversas crianças participavam da atividade.


Logo após os disparos, pessoas que estavam no projeto conseguiram reagir e imobilizar Jonathan até a chegada das equipes da Polícia Militar, que efetuaram a prisão em flagrante. Em seguida, ele foi encaminhado à Delegacia de H0micíd1os e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá.


Durante o interrogatório, Jonathan optou por permanecer em silêncio. No entanto, segundo o delegado Rogério Gomes, as investigações apontam, até o momento, para uma possível motivação passional.


Testemunhas relataram que o cabo Renato mantinha um relacionamento amoroso com a esposa do suspeito. Pessoas próximas aos envolvidos também confirmaram essa informação durante os depoimentos.


A Polícia Civil informou ainda que, meses antes do crime, o próprio Jonathan havia registrado um boletim de ocorrência relatando o suposto envolvimento da companheira com o policial militar. Esse registro passou a integrar a linha de investigação conduzida pela DHPP.


Jonathan Vieira dos Santos foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele permanece preso, será apresentado em audiência de custódia e ficará à disposição da Justiça enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do crime. (Pri-Régia).