segunda-feira, 3 de agosto de 2026
BULLYING CAUSOU QUATRO MORTES

Morte de três funcionários da Bombril por colega foi motivada por brincadeira

02/08/2026
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Após um funcionário da Bombril matar três colegas de trabalho dentro da fábrica, em São Bernardo do Campo (SP), neste sábado (1ª), um áudio atribuído a um funcionário da empresa passou a circular nas redes sociais.


Na gravação, a pessoa relata o que teria acontecido antes do crime, mas o conteúdo ainda não foi confirmado pelas autoridades.


Segundo o áudio, o operador de empilhadeira Cláudio Henrique da Silva, de 33 anos, teria se desentendido com colegas de trabalho há cerca de duas semanas antes do ataque.


O relato afirma que ele não teria aceitado uma suposta “brincadeira” (o chamado "bullyng") feita por funcionários da empresa. Ainda de acordo com a gravação, Cláudio estava de férias, mas foi até a fábrica levando duas facas.


Na gravação, a pessoa afirma que ele aguardou um dos trabalhadores entrar no banheiro para iniciar as agressões. Em seguida, teria atacado um segundo funcionário e, durante a confusão, um terceiro trabalhador acabou sendo atingido ao tentar conter a situação.


O áudio também relata que, após o ataque, o homem teria permanecido no local e dito aos colegas: “Agora chama a polícia que eu vou me entregar.”


Segundo o relato, policiais militares chegaram pouco depois e prenderam o criminoso ainda dentro da empresa.


As vítimas foram identificadas como José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, conferente; Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, supervisor; e Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, operador de empilhadeira. 


Claudio foi preso em flagrante, mas morreu horas depois enquanto estava sob custódia em uma delegacia. As circunstâncias da morte também são investigadas pelas autoridades, mas é tratada como suicídio. 


Apesar do conteúdo do áudio apontar um possível desentendimento entre colegas de trabalho, a Polícia Civil reforça que essa versão ainda não foi confirmada oficialmente.


A investigação prossegue com análise de imagens de segurança, laudos periciais e depoimentos de testemunhas para esclarecer a dinâmica do crime. (Jornal do Povo Marília).