sexta-feira, 24 de julho de 2026
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Empresário é sequestrado, roubado e morto por amigo, que jogou corpo em rio

23/07/2026
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Foi localizado na manhã desta quinta-feira (23), o corpo do empresário Marcelo Magalhães, de 31 anos. Estava no córrego Rio Cotia, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. A informação foi confirmada pela família da vítima, que acompanhava as buscas desde o desaparecimento, no último dia 16 de julho.

As equipes de resgate procuravam por Marcelo havia sete dias. Segundo a investigação, ele foi vítima de um sequestro seguido de homicídio, cometido por um grupo criminoso liderado por um amigo próximo.

De acordo com a Polícia Civil, o mentor do crime é Lucas Soares de Lima, conhecido pelo apelido de “Quadrado”.

Os investigadores afirmam que Lucas convenceu Marcelo a encontrá-lo, ocasião em que o empresário acabou sequestrado com a ajuda do irmão do criminoso, Paulo Sérgio Soares de Almeida, e de Júlio César Moura Batista.

Os três foram presos preventivamente e devem responder por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. A polícia continua procurando um quarto acusado de participação no crime.

Imagens do circuito interno do condomínio onde Marcelo morava mostram o empresário deixando o apartamento sozinho na manhã de 16 de julho.

As gravações registram ele utilizando o elevador e, em seguida, entrando em seu carro blindado na garagem do prédio.
Segundo a investigação, ele seguiu para um bar, onde encontrou o amigo apontado como mentor do crime. A partir desse momento, desapareceu.

Durante as investigações, a Polícia Civil também obteve imagens que mostram Marcelo ainda vivo no cativeiro, pouco antes de ser assassinado. A polícia encontrou um vídeo do empresário amordaçado e deitado em uma cama.

Em outro vídeo também encontrado pelos investigadores, um dos criminosos aparece empunhando uma faca na frente do carro do empresário. Nas imagens, que estavam no celular de um dos suspeitos presos, um homem admite que matou e sequestrou o empresário: "Sequestro, caixote. Nós é bigode e faz acontecer. Sequestro, homicídio. Já era filhão", diz no vídeo.

A investigação aponta que os criminosos realizaram transferências bancárias que somaram R$ 8 mil das contas do empresário antes de executá-lo.

EXTORSÃO - Além disso, a polícia descobriu que Lucas Soares vinha extorquindo Marcelo havia algum tempo.

Segundo os investigadores, o criminoso exigia dinheiro, presentes de alto valor e até mesmo um apartamento, utilizando informações sobre relacionamentos amorosos da vítima para pressioná-la. Conforme mensagens, o empresário teria deixado de atender os "pedidos".

Um dos elementos que ajudaram a esclarecer o caso foi o depoimento de Zemira Santos Soares, mãe de Lucas Soares.
Ela procurou a polícia após conversar com outro filho, Paulo Sérgio, que teria chorado durante uma visita à casa da mãe e revelado que Lucas estava envolvido em um “grande problema”.

Segundo o relato prestado às autoridades, Paulo afirmou que Lucas costumava tomar objetos pessoais dele, incluindo roupas, e disse que agora queria “arrastar todo mundo” para o crime.

Marcelo Magalhães era proprietário de uma loja de materiais de construção em Carapicuíba e possuía participação de 25% em uma empresa de demolição e locação de equipamentos para construção civil. (Jornal do Povo Marília).