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Uma operação de fiscalização realizada pela Polícia Federal em Tapejara (65 km de Goioerê), resultou na interrupção de atividades irregulares de segurança privada, na apreensão de diversos equipamentos utilizados clandestinamente e na prisão em flagrante de um homem por maus-tratos a um animal.
A ação teve como objetivo verificar o cumprimento da legislação que regulamenta os serviços de segurança privada no país. Durante os trabalhos, os agentes federais identificaram um veículo caracterizado com equipamentos luminosos do tipo giroflex realizando rondas pela cidade.
Ao abordarem o automóvel, os policiais encontraram uma tonfa — instrumento utilizado em atividades de segurança — e questionaram o condutor sobre a atuação da empresa. Segundo a Polícia Federal, o homem informou que realizava rondas e prestava serviços em conjunto com outras empresas da região.
A partir das informações obtidas na abordagem, os agentes deram continuidade às diligências e realizaram fiscalizações em estabelecimentos que atuavam no setor de vigilância privada. As investigações revelaram que três empresas estavam exercendo atividades típicas de segurança privada sem a devida autorização da Polícia Federal, requisito obrigatório previsto na legislação federal.
De acordo com os levantamentos realizados, as empresas ofereciam serviços como rondas patrimoniais, escoltas e até mesmo atendimento a órgãos públicos, atividades que somente podem ser desempenhadas por empresas regularmente autorizadas e fiscalizadas pelos órgãos competentes.
Diante das irregularidades constatadas, a Polícia Federal determinou a imediata interrupção das atividades. Os responsáveis foram formalmente orientados sobre a ilegalidade da atuação e advertidos de que poderão responder criminalmente caso retomem os serviços sem a necessária regularização.
Durante as fiscalizações, foram apreendidos diversos materiais utilizados pelas empresas, entre eles equipamentos de giroflex, rádios comunicadores, adesivos de identificação de segurança privada e capas de coletes que reforçavam a aparência de legalidade das operações.
Além das irregularidades relacionadas à segurança privada, uma das equipes policiais encontrou um cão da raça pitbull em situação considerada incompatível com as normas de bem-estar animal. Diante da constatação, a Polícia Militar foi acionada para prestar apoio à ocorrência.
O animal foi resgatado e encaminhado para uma entidade de proteção animal da região, onde receberá os cuidados necessários. Já um dos responsáveis pela empresa fiscalizada foi preso em flagrante pelo crime de maus-tratos e encaminhado para os procedimentos legais cabíveis.
A Polícia Federal reforçou que a prestação de serviços de segurança privada é uma atividade rigorosamente regulamentada e depende de autorização específica da instituição. O objetivo das fiscalizações é garantir que empresas atuem dentro da legalidade, preservando a segurança da população e impedindo o funcionamento de organizações clandestinas que possam colocar em risco a ordem pública.
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