quinta-feira, 28 de maio de 2026
MORTOS A TIROS POR POLICIAIS

Dois pedreiros morrem após policiais confundirem ferramentas de trabalho com fuzil

27/05/2026
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Dois pedreiros morreram após serem baleados durante uma ação da Polícia Militar na manhã de quarta-feira (27), em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As vítimas foram identificadas como Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46.


Segundo relatos de moradores e testemunhas, os homens seguiam para o trabalho em uma motocicleta, carregando ferramentas e marmitas, quando foram atingidos pelos disparos. A suspeita inicial é de que os policiais tenham confundido os objetos transportados pelos pedreiros com um armamento.


A ocorrência provocou revolta na região e resultou em manifestações que interditaram trechos da BR-101 e da RJ-104. Pneus foram incendiados e barricadas montadas nas vias. Equipes da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar atuaram para liberar o trânsito, que chegou a ficar comprometido por várias horas. Em alguns momentos, houve uso de balas de borracha para dispersar manifestantes.


A Polícia Civil investiga o caso por meio da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). Peritos estiveram no local e recolheram evidências. As armas dos policiais envolvidos foram apreendidas para confronto balístico, e as imagens das câmeras corporais também serão analisadas durante a investigação.


A porta-voz da Polícia Militar, tenente-coronel Cláudia Moraes, afirmou que a corporação irá colaborar com as investigações e que as circunstâncias da ocorrência serão esclarecidas pela perícia. Segundo ela, a operação realizada na comunidade tinha como objetivo dar apoio a uma empresa de telefonia que faria manutenção em torres instaladas na região.


Em nota, a PM informou que um procedimento interno foi instaurado para apurar todos os detalhes da ação. A corporação reconheceu que agentes do 7º BPM atingiram dois homens durante a operação e lamentou as mortes.


Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML). O caso também passou a ser acompanhado pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que classificou o episódio com “extrema indignação”. (Informações: Jornal Extra/tn online).