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O caso da morte do comerciante Alceu Slivisnki, ocorrida no último dia 25 de março, dentro de seu bar em Ubiratã (65 km de Goioerê), pode não ter sido um latrocínio (roubo seguido de morte), como se aventou no início, com a participação de seu neto, mas sim uma execução sumária, com a realização de furto após a morte.
Na quarta-feira, 8, equipes da Polícia Civil de Ubiratã, Campina da lagoa e Joinville-SC, realizaram diligências simultâneas para cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados à investigação da morte Alceu Slivisnki.
A apuração teve início logo após a prisão dos envolvidos. Com a colheita de depoimentos, análise dos celulares apreendidos e chegada do laudo pericial, surgiram novas informações que mudaram o rumo da investigação.
Inicialmente, os fatos apontavam para a hipótese de roubo com resultado morte. No entanto, os novos elementos passam a fortalecer a suspeita de homicídio qualificado, seguido de furto qualificado.
O ponto que mais chamou a atenção da investigação foi o resultado do laudo pericial, que indicou que a vítima foi atingida por disparos encostados, especialmente um último tiro na região cervical, próximo à nuca, quando já se encontrava caída ao chão, inconsciente e sem qualquer reação de defesa, o que aponta para fortes indícios de execução sumária.
Diante desse novo cenário, a Polícia Civil representou judicialmente por buscas em endereços ligados aos familiares e companheiras dos investigados, com o objetivo de apreender aparelhos eletrônicos e aprofundar a apuração sobre a real motivação do crime, bem como verificar se outras pessoas teriam interesse na morte da vítima.
As diligências foram realizadas em Joinville/SC e Guaíra/PR. Em Guaíra, foram apreendidos dois aparelhos celulares, que serão analisados no decorrer da investigação. Durante o cumprimento de mandado na residência dos pais do investigado apontado como executor, em Joinville, o pai foi preso em flagrante por comércio ilegal de munições, sendo também apreendidos aparelhos eletrônicos no local.
A investigação agora se concentra na análise dos novos elementos extraídos dos dispositivos eletrônicos, para concluir, com segurança, se será mantida a linha de latrocínio ou se haverá reclassificação jurídica para homicídio.
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