sábado, 7 de março de 2026
MUNDO MEDONHO

Mulher mata amiga por dinheiro, esconde corpo em mala e o transporta pelas ruas 

06/03/2026
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Durante dias, uma mulher foi vista caminhando tranquilamente pelas ruas de Londres arrastando uma mala azul com rodinhas. Para quem passava, parecia apenas mais uma cena comum da rotina da cidade. O que ninguém imaginava era que, dentro da bagagem, estava o corpo decapitado de uma mulher assassinado pela própria amiga.


O crime aconteceu em 2021, no Reino Unido, e teve como autora Jemma Mitchell, de 38 anos. A vítima foi Mee Kuen Chong, de 67 anos, também conhecida como Deborah, uma mulher nascida na Malásia que morava no noroeste de Londres.


As duas se conheceram por volta de agosto de 2020, por meio da congregação de uma igreja cristã. Chong era uma pessoa considerada generosa e acolhedora, conhecida por ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade. Mitchell, formada em osteopatia, se aproximou oferecendo conselhos de saúde e apoio espiritual.


Segundo a investigação, Chong chegou a oferecer cerca de 200 mil libras para ajudar Mitchell a reformar a casa onde ela morava. Pouco tempo depois de desistir da oferta, a idosa desapareceu.


O desaparecimento só começou a ser esclarecido quando, 16 dias depois, uma família de turistas encontrou um corpo decapitado em uma área de floresta na cidade litorânea de Salcombe, em Devon, a cerca de 320 quilômetros de Londres. Dias depois, a cabeça da vítima foi localizada nas proximidades.


A análise de câmeras de segurança foi fundamental para a investigação. As imagens mostraram Mitchell arrastando uma grande mala azul pelas ruas da capital britânica. Para a promotoria, era dentro dela que estava o corpo de Chong.


As gravações também indicaram que, no dia do desaparecimento da vítima, Mitchell esteve na região onde Chong morava e retornou ao próprio endereço logo depois. O detetive-chefe Jim Eastwood, da Polícia Metropolitana de Londres, afirmou que havia uma grande quantidade de provas contra a suspeita.


Duas semanas após o crime, Mitchell alugou um carro utilizando nome falso. Antes disso, ela havia reativado o número de telefone de uma vizinha falecida e deixou o próprio celular em casa, numa tentativa de despistar a polícia.


Com o veículo alugado, ela dirigiu cerca de 320 quilômetros até Devon e levou a mala azul para a floresta, onde tentou se livrar do corpo.


Durante as buscas na casa de Mitchell, os investigadores encontraram documentos e testamentos falsificados. Segundo a polícia, os papéis tinham sido preparados para que ela pudesse reivindicar parte significativa dos bens da vítima. Para a promotoria, o motivo do crime foi claro: dinheiro.


Apesar do planejamento detalhado, as provas reunidas ao longo da investigação levaram Mitchell ao banco dos réus no Tribunal Central Criminal de Londres, conhecido como Old Bailey.


Em 2022, ela foi considerada culpada pelo assassinato de Mee Kuen Chong e condenada à prisão perpétua, com pena mínima de 34 anos.


Para os investigadores, o caso ficou marcado pela frieza e pelo nível de planejamento. “Mitchell é uma assassina implacável. A motivação foi dinheiro. Os fatos por si só são chocantes”, afirmou o detetive Jim Eastwood.


O que começou como uma amizade dentro de uma igreja terminou com um crime brutal que chocou o Reino Unido. (Polliana M – Face).