segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
CRÔNICA

De dentro para fora

03/09/2023
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Pr. Pedro R. Artigas
Igreja Metodista

Lendo minha B�blia nesta semana encontrei um texto no livro de Salmos mais precisamente no Salmo 51, vers�culo 10 de autoria do rei Davi, quando o profeta Nat� foi falar com ele, depois de ter adulterado com Bate-Seba, que diz: �Cria em mim, � Deus, um cora��o puro, e renova em mim um esp�rito reto�. Fiquei com ele na cabe�a pensando no ato de Davi, e como ele se sentiu ap�s o profeta vir lhe revelar a palavra do Senhor.
Pois quando ele come�a esse poema podemos perceber que sentiu o grande erro cometido, e que necessitava urgente do perd�o de Deus. Ent�o diz: �Compadece-te de mim, � Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multid�o das tuas miseric�rdias, apaga as minhas transgress�es�.
E vendo a televis�o, assistindo o canal do SESC, encontrei uma entrevista com um trombonista de renome falando a respeito de seu instrumento, quando anos ele levou para dominar a t�cnica, e quantas horas estudava diariamente, mas um fato me chamou a aten��o, os problemas ou as �doen�as� que podem acometer o instrumento. E ele falou a respeito da podrid�o vermelha.
Quando ouvimos uma orquestra tocar , podemos dizer que s�o vozes quase humanas cantando, e n�o imaginamos que podem sofrer doen�as que podem at� inviabilizar seu funcionamento. E o trombone com sua potente voz de bar�tono, voz masculina entre o tenor e o baixo, pode se n�o tratada inviabilizar o instrumento, muitas vezes de pre�o alt�ssimo.
E o que � a �podrid�o vermelha�, � uma corros�o que afeta o bronze de dentro para fora. Quando a ela chega a superf�cie, o trombone deve ser descartado , porque o dano n�o pode ser reparado. Ele perde seu timbre, desafina.
Naquela hora fiz uma associa��o, se o bronze t�o �til na �poca do rei Davi, que agora transforma-se n�o mais em armas, mas em instrumentos musicais, podem ser inviabilizados pela falta de cuidado, imagine ent�o o nosso corpo, que n�o � de bronze, mas � muito mais fr�gil.
A podrid�o vermelha n�o nos ataca, mas outras doen�as podem surgir e muitas vezes n�o as percebemos, at� que venham � superf�cie. Descobrimos as vezes tarde demais a nossa vulnerabilidade. E que apesar de todos os cuidados que podemos tomar, ficaremos �inviabilizados� para diversas fun��es, e poderemos at� ser retirados do mundo profissional pelos danos ocorridos em nosso corpo.
E novamente o texto b�blico veio a minha mente, o ap�stolo Paulo em sua segunda carta aos Cor�ntios no cap�tulo 4, vers�culos 16 a 18 nos fala exatamente isso, vejamos: �Por isso n�o desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e moment�nea tribula��o produz para n�s um peso eterno de gl�ria mui excelente; n�o atentando n�s nas coisas que se veem, mas nas que se n�o veem; por que as que se veem s�o temporais, e as que se n�o veem s�o eternas�.
O ap�stolo diz que, embora nosso corpo possa definhar, nosso esp�rito � continuamente renovado, e como isso pode acontecer? Por meio do estudo b�blico, da ora��o di�ria e de um desejo de agradar a Deus , cultivamos uma vida de fidelidade e de obedi�ncia. Quando nutrimos o esp�rito, podemos encontrar a vida eterna. Quando o negligenciamos, ele pode se tornar �corro�do� pelos caminhos do mundo.
N�o h� esperan�a para um trombone corro�do pela podrid�o vermelha, mas quando nosso esp�rito se torna �corro�do�, n�o precisamos nos desesperar. Deus promete perd�o se confessarmos nossos pecados com cora��o arrependido, foi o que fez Davi depois da conversa com o profeta Nat�. Deus pode restaurar nosso esp�rito e nos renovar, como nos ensina o ap�stolo Jo�o em sua primeira carta cap�tulo 1, vers�culo 9: �⁹ Se confessarmos os nossos pecados, ele � fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injusti�a�. Pense nisso e n�o se deixe ficar �corro�do�. Shalom.