CRIME CRUEL
Pr. Pedro R. Artigas
Igreja Metodista
Sempre devemos nos lembrar que somos finitos e falíveis no contexto espiritual, então recordar a coragem de Maria está sempre em ordem. O texto que relata a visita do anjo a ela e é por demais relevante se analisarmos que era ainda uma menina, adolescente, como qualquer de nossas filhas. Mas o seu discernimento das coisas de Deus é digno de um adulto com vários anos de estudo das Sagradas Escrituras.
Após a saudação do anjo a ela, o texto nos diz no versículo 29: “e, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta”. Maria deveria ter na época da visitação 14 ou 15 anos no máximo, se considerarmos que teve sua adolescência tardiamente, se precoce estaria então com 13 ou 14 anos de idade. De qualquer forma era muito jovem. Mas sua responsabilidade e conhecimento das Escrituras já eram muito consistentes.
Após o anúncio da grande manifestação divina, que envolvia também uma enorme responsabilidade, Maria faz uma única objeção, descrita no versículo 34: “e disse Maria ao anjo: como se fará isso, visto que não conheço varão?”
E ela ouve com atenção as palavras do anjo e responde de maneira objetiva e consciente como podemos ler no versículo 38: “disse, então, Maria: eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela”.
O senso de responsabilidade dessa jovem mulher, é de espantar até nós já adultos e entrados em idade. Teríamos ou temos essa responsabilidade das coisas de Deus em nossas vidas ainda hoje? Ou vivemos de acordo com nossos padrões relativos de responsabilidade?
Ainda hoje infelizmente duvidamos de como Deus age, não conseguimos depositar nele todas as nossas dúvidas, frustrações, sem falarmos da mágoa que corrói nosso coração, duvidamos de Deus. Somos mais facilmente crédulos na falácia macia e convincente do Maligno, que nos enreda e nos mata.
Ainda temos em nosso coração a síndrome de Eva, ou seja, mesmo sabendo e tendo a certeza que Deus tem todo Poder, aceitamos as orientações ditadas pelo demônio. Não esqueçamos que o diabo veio a Eva e lhe informa mentirosamente que nada aconteceria com eles se comecem do fruto proibido, e que Deus tinha na verdade receio que eles o comessem pois se tornariam iguais a Ele. E essa queda nos custou a morte espiritual, e todos os enganos possíveis e imagináveis que o diabo pode nos enredar.
Como disse temos dificuldade em ouvir e aceitar a voz de Deus, pois ouvir e aceitar implica em obediência à Sua palavra e aos ensinamentos. É mais fácil criticarmos a conduta e culparmos aos outros pelos nossos infortúnios que aceitarmos nossa falta de Deus.
Culpamos marido, esposa, filhos, pais, irmãos, mas quando atingidos pela palavra, não a aceitamos como sendo verdadeira, ou ficamos com medo de irmos à casa de Deus para não sermos revelados em nossos pecados.
Maria ouviu com sinceridade e verdade a palavra do anjo, não se rebelou, nem tentou fugir da responsabilidade. Quando permitimos ser fecundados pela palavra de vida, nasce em nós um novo ser, temos uma nova vida. Quando perdemos o medo e permitimos que Deus haja em nosso viver, temos o que Jesus diz a Nicodemos no Evangelho de João capítulo 3, versículos 5 a 7: “Jesus respondeu: na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do espírito não pode entrar no Reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espirito. Não te maravilhes por eu dizer: necessário vos é nascer de novo”.
Descobrir o poder do Espírito Santo é nos entregar a Deus, permitindo sermos fecundados com o amor e a paz. Por isso pensemos em permitir em nos tornar morada do Espírito Santo e sermos novas criaturas como nos ensina o apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos capitulo 6, versículo 6: “sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado”. Shalom.
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